27 de fevereiro de 2021

Mundo

EUA ultrapassam marca de 500 mil mortes por covid-19

Foto: Reuters/Mike Blake/Direitos Reservados

Os Estados Unidos ultrapassaram nesta segunda-feira (22) a marca de 500 mil mortes por covid-19. Os primeiros óbitos pela doença foram registrados no condado de Santa Clara, na Califórnia, há pouco mais de um.

Os EUA registraram mais de 28 milhões de casos de covid-19 e 500.054 mortes até segunda-feira, de acordo com uma contagem da Reuters baseada em dados de saúde pública, embora as mortes e hospitalizações diárias tenham recuado para seu menor nível desde antes dos feriados de Ação de Graças e do Natal.

Cerca de 19% do total global de mortes de coronavírus aconteceram nos EUA. As mortes registradas entre dezembro e fevereiro foram responsáveis por 46% de todos os óbitos por covid-19 nos EUA, mesmo quando as vacinas se tornaram disponíveis e com o início de um esforço para imunizar a população norte-americana.

* Com informações da Reuters

Universidade de Harvard disponibiliza mais de 100 cursos gratuitos a distância

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A Universidade de Harvard é uma das instituições de ensino superior mais prestigiadas do mundo, tendo no histórico ex-alunos como John Kennedy, George W. Bush e Barack Obama, todos ex-presidentes dos Estados Unidos. Além das renomadas graduações, também é possível estudar daqui do Brasil nos cursos gratuitos e on-line oferecidos pela instituição.

As formações estão disponíveis na plataforma HarvardX, uma seção do site edX dedicada às disciplinas da instituição americana. Os interessados podem acessar o site: www.edx.org/school/harvardx e conferir a lista com mais de 100 cursos que podem ser realizados gratuitamente. No entanto, em alguns deles, o estudante pode pagar uma taxa para receber um certificado de conclusão da universidade.

A maioria dos cursos on-line da HarvardX é “self-paced”, ou seja, eles podem ser realizados no ritmo da preferência do estudante. Contudo, alguns têm datas específicas de início e término, e exigem um acompanhamento do aluno em determinadas horas e dias.

Para participar dos cursos on-line de Harvard, o interessado deve criar uma conta na plataforma ou entrar com sua conta do Facebook, Google ou Microsoft. Em seguida, basta escolher o curso do seu interesse, se matricular e começar a aprender com o conteúdo gratuito de uma das universidades mais conceituadas do mundo.

É preciso falar Inglês para realizar os cursos on-line de Harvard?

Os cursos on-line da HarvardX são ministrados em Inglês, mas alguns deles possuem legendas em Português, o que pode ajudar no entendimento. Para ter melhor aprofundamento das capacitações, é ideal ter domínio no idioma americano.

Tem interesse em realizar um curso gratuito de Harvard, mas ainda não sabe qual é o seu nível de inglês? O Educa Mais Brasil, plataforma de incentivo estudantil brasileira, oferece gratuitamente um teste de inglês. A partir dele, você pode conferir como anda a sua desenvoltura com o idioma.

Agência Educa Mais Brasil

Ebola, retrato de um vírus assassino

O ebola é conhecido pela alta taxa de mortalidade: em torno de 50% e até 90% no caso de algumas epidemias, segundo a OMS - Foto: John Wessels/AFP

O vírus do ebola, que ataca novamente na Guiné após três mortes, é um assassino que ceifou mais de 15 mil vidas desde 1976.

De onde vem o vírus?
O vírus do ebola foi identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo (RDC, então Zaire). É um vírus da família filoviridae (filovírus). Seu nome vem de um rio no norte do país, próximo ao local onde eclodiu a primeira epidemia.

Desde então, cinco “subtipos” do vírus do ebola foram identificados: Zaire, Sudão, Bundibugyo, Reston e e Floresta de Tai. Os três primeiros causaram graves epidemias no continente africano.

Como é transmitido?
O vírus circula entre morcegos frugívoros, considerados o hospedeiro natural do ebola, mas eles não desenvolvem a doença.

Outros mamíferos, como grandes símios, antílopes ou porcos-espinhos, podem ser portadores e transmiti-los às pessoas.

Durante uma epidemia, o ebola é transmitido entre humanos por meio de contato próximo e direto. Uma pessoa saudável é infectada pelos “fluidos corporais” de um doente: sangue, vômito, fezes…

Ao contrário da gripe, esse vírus não é transmitido pelo ar. Portanto, é menos contagioso do que muitas outras doenças virais.

Mas esse vírus é assustador pela alta taxa de mortalidade: em torno de 50% e até 90% no caso de algumas epidemias, segundo a OMS.

Quais são os sintomas?
Após um período de incubação de 2 a 21 dias (cerca de cinco dias em média), o ebola se manifesta com febre repentina, fraqueza, dores musculares e articulares, dor de cabeça e dor de garganta e, em alguns casos, hemorragia.

Os sobreviventes costumam ter sequelas: artrite, problemas de visão e audição e inflamação dos olhos.

Que tratamentos existem?
Uma primeira vacina, fabricada pelo grupo norte-americano Merck Shape and Dohme, mostrou-se altamente protetora contra o vírus, segundo ensaio realizado na Guiné em 2015.

A OMS pré-qualificou esta vacina em novembro de 2019 para ser homologada. Mais de 300.000 doses foram administradas em uma campanha de vacinação direcionada durante a última epidemia na República Democrática do Congo.

Uma segunda vacina experimental, do laboratório norte-americano Johnson & Johnson, foi introduzida preventivamente em outubro de 2019 em áreas onde o vírus está ausente, e mais de 20.000 pessoas foram vacinadas.

A pior epidemia (2013-2016)
A pior epidemia da história surgiu no sul da Guiné em dezembro de 2013 e se espalhou para os países vizinhos da África Ocidental.

Causou mais de 11.300 mortes entre os quase 29 mil casos registrados, de acordo com a OMS, que declarou o fim da epidemia em março de 2016.

Mais de 99% das vítimas foram registradas na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Décima e décima primeira epidemia na RDC
A décima epidemia começou em 1º de agosto de 2018 na província de Kivu do Norte. A OMS declarou emergência sanitária de alcance internacional em julho de 2019, quando ameaçava países vizinhos.

As autoridades do país proclamaram o fim desta epidemia, a segunda mais grave da África (com cerca de 2.280 mortes) depois da de 2013-2016, em junho de 2020.

Sem ligação com esta epidemia, em junho de 2020, uma décima primeira epidemia de febre ebola estourou na província de Equateur. O país declarou seu fim em 18 de novembro (55 mortos).

“Reaparecimento” na RDC e “situação epidêmica” na Guiné
A República Democrática do Congo anunciou no dia 7 de fevereiro um surto da doença no leste, para onde a OMS enviou uma equipe de epidemiologistas após a morte de uma mulher.

Uma semana depois, no dia 14, a Guiné anunciou que estava novamente “em situação de epidemia”, depois de ter confirmado o aparecimento no sudeste do país de sete casos, três deles fatais.

São as primeiras mortes pela doença desde 2016 na Guiné.

A OMS vai implantar meios “rapidamente”, como doses de vacinas, para ajudar a Guiné.

Folha de Pernambuco

Morre ex-presidente da Argentina, Carlos Menem

Carlos Menem, ex-presidente da Argentina e atual senador pela província de La Rioja, morreu neste domingo (14), aos 90 anos.

Ele foi a pessoa que mais tempo comandou o país vizinho de forma ininterrupta — foi presidente de 1989 a 1999, com uma política de privatização e forte abertura às importações que o distanciou da doutrina estatista e industrial histórica de sua força política, o peronismo do Partido Justicialista. Um outro ramo desse grupo agora exerce o poder novamente, com Alberto Fernándezcomo presidente.

Sua visão privatizante e liberal fez dele figura querida para o Fundo Monetário Internacional, os investidores de Wall Street, os republicanos dos EUA e o Fórum Econômico Mundial de Davos.

Formado em direito, Menem foi governador de sua província natal, La Rioja, em duas ocasiões, a primeira em 1973, embora tenha sido destituído do cargo quando ocorreu o golpe de 1976 e foi detido por dois anos.

Menem promoveu a reforma da Constituição em 1994, que introduziu a reeleição presidencial imediata, além de abolir a obrigatoriedade de professar a religião católica para quem exerce a presidência argentina.

Também perdoou os maiores responsáveis pela última ditadura (1976-1983) que haviam sido processados, bem como membros de organizações guerrilheiras.

Ele esteve em prisão domiciliar preventiva em 2001 por um julgamento por contrabando de armas para a Croácia e Equador. Foi libertado semanas depois por decisão da Suprema Corte de Justiça e posteriormente absolvido por prescrição em um caso que durou 25 anos.

Em 2019, Menem foi condenado a três anos e nove meses de prisão por fraude na venda de um imóvel na década de 1990. Segundo a Suprema Corte, o ex-presidente desviou recursos públicos na transação comercial. Para ser preso, no entanto, ele deveria ser condenado também pelo Senado, o que não ocorreu.

Além disso, o ex-presidente foi absolvido da acusação de encobrimento dos autores do atentado contra o centro judaico AMIA, em Buenos Aires, em 1994. A Justiça condenou, no mesmo julgamento, o ex-chefe de Inteligência do ex-presidente e um ex-juiz, entre outros ex-funcionários e cúmplices. O ataque deixou 85 mortos e 300 feridos.

Ativo na política quase até o fim da vida, Menem chegou a participar das primeiras reuniões virtuais do Senado argentino em meio à pandemia do coronavírus.

Uma grave pneumonia diagnosticada em 13 de junho, piorada por seus problemas de diabetes, afetou seriamente sua saúde nas últimas semanas.

Ele esteve internado primeiro no Instituto Argentino de Diagnóstico (IADT). Depois, foi transferido para o Sanatório Los Arcos, no bairro portenho de Palermo, para fazer um check-up de próstata, mas foi diagnosticado com uma infecção urinária que complicou seus problemas cardíacos.

Na véspera de Natal, ele foi induzido ao coma após apresentar insuficiência renal. Mais tarde chegou a ser despertado e se sentia melhor, mas acabou falecendo nesta mesma clínica.

O ex-presidente teve três filhos em dois casamentos, o primeiro com Zulema Yoma e o segundo com a ex-miss Universo Cecilia Bolocco.

Governo brasileiro se manifesta

Por meio de mensagem, o Itamaraty lamentou a morte do ex-presidente argentino. Confira a íntegra abaixo:

“O governo brasileiro tomou conhecimento, com pesar, do falecimento de Carlos Saúl Menem, ex-Presidente da República Argentina.

Presidente de 1989 a 1999, Carlos Menem foi o signatário argentino, em 1991, do Tratado de Assunção, que constituiu o MERCOSUL. No mesmo ano, seu governo firmou o Acordo para o Uso Exclusivamente Pacífico da Energia Nuclear, que estabeleceu a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC). Foi estadista com papel marcante no avanço das relações com o Brasil e da integração regional, com base no conceito de integração aberta e na projeção internacional de nossos países.

O governo brasileiro transmite ao governo e ao povo da Argentina e aos familiares do ex-Presidente Menem as suas profundas condolências.”

Do G1