CNPq gasta R$1,43 milhão por mês com aluguel

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Por Gabriel Garcia – O Globo

Com recursos minguados para o pagamento de bolsas de estudo e para o fomento à pesquisa, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) gasta R$ 1,43 milhão por mês com o aluguel de imóvel no Lago Sul, enquanto mantém um prédio próprio abandonado em outro bairro nobre de Brasília.

O valor mensal dispendido na locação permitiria pagar, por exemplo, 650 bolsas de mestrado por mês, de R$ 2,2 mil cada.

Até o fim do ano, o governo somará R$ 162 milhões em gastos com o contrato de locação, firmado em junho de 2010. Considerada a correção pela Taxa Básica de Juros (Selic), a quantia salta para R$ 260 milhões em nove anos.

O convênio é renovado anualmente desde a data da sua assinatura, por meio de aditivo.

Quando o acordo foi pactuado, havia a previsão de prorrogação do aluguel até o limite de 60 meses —prazo que acabaria em dezembro de 2015. No entanto, o convênio assinado pelo ex-presidente do CNPq Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho com a Construtora Luner LTDA teve sua validade estendida até 2021.

Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), ao qual o CNPq está ligado, afirma que a “mudança da sede do CNPq foi uma necessidade, à época, de otimizar os custos redundantes com infraestrutura e a logística, tendo em vista que a agência ocupava, concomitantemente, três diferentes edifícios em Brasília, sendo que apenas um era de propriedade do CNPq e, portanto, isento de aluguel”.

Além disso, o ministério estuda fazer uma reforma no antigo prédio e, no âmbito do CNPq, “está em andamento processo para iniciar uma consulta pública para identificar possibilidades para aquela propriedade que sejam ainda mais vantajosas ao CNPq, seja por permuta de edifício, construção de nova sede própria, ou outra negociação de interesse ao erário”.

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