Com o aumento de casos da Covid-19 registrados no Agreste de Pernambuco, alerta sobre a falta de oxigênio em algumas cidades foi levantado. É o caso da cidade de Lajedo, que na última quinta-feira (27) precisou transferir pacientes do município para Caruaru, Belo Jardim e Cachoeirinha por causa da falta de oxigênio.

Pelo menos dez cidades do interior de Pernambuco relataram o risco de ficar sem oxigênio para tratar pacientes com Covid-19. De acordo com o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde, José Edson de Souza, esse municípios só tem estoque até esta sexta-feira (28). Ele disse que o consumo, nas cidade do Agreste, aumentou cerca de cinco vezes.

Ainda segundo o gestor, que é secretário de Saúde de Gravatá, no Agreste, enfrentam problemas com a distribuição de oxigênio as seguintes cidades:

  • Pesqueira
  • Sanharó
  • Cupira
  • Panelas
  • Carpina
  • São Bento do Una
  • Taquaritinga do Norte
  • João Alfredo
  • Belo Jardim
  • Lajedo

Até esta sexta, tinham informado transferência de pacientes por causa do risco de desabastecimento de oxigênio as prefeituras de João Alfredo e Lajedo.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) enviou concentradores de oxigênio para 44 cidades, 29 delas no Agreste, para onde serão enviados 99 aparelhos. Lajedo, porém, não estava na lista. A destinação do material foi discutida com os gestores municipais em reunião, na última quarta-feira (26), e pactuada na Comissão Intergestora Bipartite (CIB).

Os concentradores de oxigênio filtram o ar do ambiente e fornecem apenas o oxigênio puro (5 litros por minuto) para o paciente. Com isso, o equipamento pode substituir os cilindros de oxigênio, que precisam ser preenchidos constantemente por uma empresa que forneça gases medicinais.

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